Sejam bem vindos ao meu pequeno espaço
Ajuda-me sempre que precisar de algo pode me mandar um recadinho que ai eu tentarei de alguma forma ajudar a vc e a todos que precisarem.
Minha meta é atingir um alvo, o seu coraçãos e assim propagar a palavra de Deus através do ministério que Deus me capacitou e ainda esta me capacitando, pois eu sei que se cumprirmos o "IDE" de Deus, ai sim estaremos sendo diferentes e fazendo a diferença neste mundo ao qual Ele criou.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Jesus a verdadeira páscoa
2- Oração Inicial: Agradeça pelos presentes e por todas as famílias representadas. Convide o Espírito Santo de Deus a estar presente nesta celebração.
3- Cânticos: (Equipe de Louvor Infantil)
4- Apresentação de Coreografia de Abertura: One Way (Equipe de Dança Infantil)
5- Ministração (faça a ministração através de cartazes com figuras de fixação da mensagem)
Introdução: Que dia está chegando? Hum me dá até água na boca? ... Páscoa?!... Isso mesmo – a Páscoa!
Quem gosta de Páscoa levante a mão......! Puxa todos gostam!!!
Do que é que vocês lembram quando se fala de Páscoa? (deixe-as falarem de ovos, de coelhinhos, etc. ... )
Vocês sabiam que aqui na Bíblia também fala da Páscoa?... É verdade! Aqui conta a história da Páscoa! A Bíblia é a.... (deixe-os complementar)... verdade! , é a PALAVRA DE DEUS. Então aqui tem a verdadeira história da Páscoa. Prestem bem atenção porque agora eu vou contar para vocês , e tem alguma coisa diferente.
Muito , muito tempo atrás, o povo de Deus, o povo de Israel, era escravo num País que se chamava Egito! Alguém sabe o que é escravo? (explique)
Eles sofriam mesmo! E o homem que mandava no Egito era Faraó. (Dê detalhes de como eles eram obrigados a trabalhar, etc...)
O povo de Deus chorava muito e implorava a Deus para que mandasse um libertador que livrasse–os das mãos de Faraó.
Deus ouviu a oração deste povo e mandou Moisés. Quem lembra das histórias de Moisés? (Dê detalhes bem rápidos , no cestinho, etc..) Moisés foi escolhido pro Deus para levar a libertação para o povo do Egito porque Deus amava aquele povo e ouviu o clamor deles. Então Moisés foi conversar com Faraó para deixar o povo ir, mas Faraó era muito mau. E não deixou o povo sair.
Então Deus mandou 10 pragas para o Egito! O que é praga? Pragas são coisas ruins que fazem mal para as pessoas!
Deus mandou estas coisas ruins, porque Faraó não quis obedecer a Deus quando Moisés ia falar com ele. (Fale um pouco sobre cada praga e detenha- se na última).
A última praga era a que à noite iam morrer todos os primogênitos do Egito.
(explique o que é primogênito). É quem nasce primeiro; o primeiro filho que nasce numa casa! Puxa! Ia morrer muita gente, não é?!
Ih! Onde morava o povo de Deus, gente? No Egito não é?! E agora? Será que eles iam morrer também?..... NÃO......! Deus deu uma solução!
Todos que eram povo de Deus tinham que fazer uma coisa especial. Tinham que pegar um corderinho novinho bem limpinho, sem defeito, de um ano. Poderia ser um cordeiro ou um cabritinho, e quando chegasse à tarde do dia que Deus mandou, todos tinham que matar o cordeiro e pegar o sangue dele e por nas portas ; em cima e dos lados. E naquela noite tinham que comer também uma comida especial de um jeito especial. Esta era a Páscoa. PÁSCOA quer dizer passar de longe. E quando o anjo do Senhor passou para matar os filhos mais velhos, ele passava longe das portas que tinham o sangue do cordeiro que eram as portas do povo de Israel, o povo de Deus. E todos os filhos primogênitos do Egito morreram até o filho de Faraó!
Aí Faraó mandou chamar Moisés e finalmente deixou o povo ir embora livres. E o que os salvou aquela noite foi o sangue do cordeirinho . E Lógico né, todos ficaram felizes e alegres porque ninguém do povo de Deus morreu.
Esta foi a primeira Páscoa e Deus falou para o povo que eles deveriam fazer uma festa POR SETE DIAS !! e comemorar esta festa para sempre. Eles tinham que lembrar todo o ano! Páscoa significa " passagem de largo (ou de longe)" - o dia que o anjo passou longe da porta do povo de Deus.
Vocês sabiam que aqueles que não tem Jesus no coração também são escravos? Sim, por que quem não conhece a Jesus faz coisas erradas que não agradam a Deus! As coisas erradas agradam a quem? Isto mesmo ..... Satanás! Nosso inimigo! Ele é quem quer fazer a gente de escravos Quais são as coisas que não agradam a Deus e fazem a gente se tornar escravos de Satanás? (Deixe que as crianças mesmo falem). ... Desobediência... mentir... roubar... matar... xingar palavrões... odiar... brigar.. Fofocar .... enganar... colar na prova... brigar...
Quando as pessoas, as crianças não conhecem nada de Jesus, e nem sabem que Jesus é o Filho de Deus, e nem sabem que Jesus é todo Poderoso e nem sabem que Jesus é o Salvador..., as pessoas fazem mesmo essas coisas erradas... e essas coisas erradas são como correntes que prendem a gente no mal. E o diabo faz de tudo para que as crianças mintam ... desobedeçam e principalmente ele não quer que nenhuma criança e nenhuma pessoa conheçam a Jesus. Sabem por que ?
E muitas as crianças e as pessoas querem se livrar, não querem mais mentir, não querem mais desobedecer, não querem mais falar palavrão, querem ser boas, mas não conseguem... então elas ficam presas nessas coisas, igual o povo do Egito era escravo.
Alguém aqui quer ser escravo, preso? Levante a mão !!!... Nem eu !!
Mas e agora o que as pessoas vão fazer? O que nós vamos fazer pra nunca mais o diabo nos prender nas suas mentiras e nas coisas malignas?
Ah!... que bom que Deus olhou pra nós igual ele olhou naquele dia para o povo no Egito, e nos trouxe UM SALVADOR . Lembra que nós já falamos do NASCIMENTO DE JESUS. Lembra que naquele dia o anjo falou NASCEU O SALVADOR ? QUE É CRISTO O SENHOR?
Diga assim comigo; JESUS É O NOSSO SALVADOR
Jesus nasceu, cresceu, ficou adulto, curou muitas pessoas, fez muitos milagres, fez cegos envergarem, paralíticos andarem, até mesmo fez pessoas que tinham morrido viverem de novo... e um dia ele morreu! Mataram Jesus !
Ihh... Jesus Morreu, e agora ?? É ..., ele morreu numa cruz... Na verdade mataram Jesus !
Mas Jesus fez alguma coisa errada ? Você pode me perguntar, “ Tia você acabou de falar que Jesus era bom, que ele curava as pessoas que ele fazia milagres e agora você diz que mataram, Jesus ? Mas ele não é o SALVADOR ?
Eu vou falar uma coisa para você, que é a coisa mais importante desse mundo !! É algo maravilhoso e vocês precisam saber disto !
Deus, Ele tem um amor tão grande, mas tão grande que a gente nem pode imaginar... Deus nos ama muito, muito, muito, mas muito mesmo! Ele quis que Jesus morresse.
Jesus não tinha pecado nenhum, Ele nunca fez nada de errado ele sempre, sempre agradou a Deus. Jesus é igual aquele cordeirinho novinho sem mancha, perfeito que o povo teve que matar e passar o sangue nas portas.
Diga comigo: JESUS É O CORDEIRO DE DEUS
Jesus morreu para salvar todas as pessoas, todas as crianças... Jesus sofreu, sentiu dor, e saiu sangue dele !!
E quando a gente entende isto e aceita que Jesus é o nosso Salvador, a gente não enxerga, mas Jesus vem morar dentro de nós e todo mal, todo pecado vai embora e a gente fica livre do diabo
MAS EU TENHO UMA SUPER, HIPER, MEGA, NOTÍCIA PARA VOCÊS !!! UHUUUU!!! Jesus não ficou morto na cruz , não!
Tiraram Jesus da cruz e puseram num túmulo (explique).
Ele ficou lá 1 dia ... Diga comigo : UM DIA
Dois dias ... Diga comigo : DOIS DIAS.
E no TERCEIRO DIA... Diga comigo: NO TERCEIRO DIA
Ele ressuscitou ... VIVEU DE NOVO !!!!!!!!!!! E sabe que dia é esse? Era o dia da Páscoa! Quando Jesus entrou na cidade, era justamente naqueles dias que estavam comemorando a Páscoa! Ele morreu e VIVEU de novo! (pergunte o que é ressuscitar, como forma de fixação)
QUEM TEM MAIS PODER? A MORTE OU JESUS !
ISSO MESMO CERTÍSSIMO: JESUS !!
Diga comigo: JESUS VENCEU A MORTE
Agora nós somos livres em Jesus por causa do sangue d'Ele derramado na cruz por nós. O sangue que nos livra da morte e nos dá uma vida que nunca, nunca vai acabar!!!! Vocês entenderam? Isto é Páscoa! É a liberdade pelo sangue de Jesus!!!
Agora, tem uma coisa que eu não entendi.
Não tem chocolate nessa história, tem? Nem ovo. Nem coelho!! Não tem!!!
DE ONDE APARECEU O COELHO, QUE ANIMAL TEM NESTA HISTÓRIA ?.. SÓ MESMO O CORDEIRINHO NÃO É MESMO...
O que vocês acham.... eu acho que tem gente que inventou esse negócio de coelho da Páscoa. E ovo? Coelho bota ovo ????? As pessoas inventam isto!!!
Na Bíblia só tem esta história que eu contei. Então a Páscoa não é ovo, nem chocolate, nem coelho, é?
Mas.... se a gente ficar com vontade de comer chocolate? Tudo bem... chocolate é tão delicioso!! Podemos comer a qualquer hora e qualquer dia do ano.
E se ganhar ou não ganhar nada na Páscoa de chocolate, ainda vai ser Páscoa?!?
Sim, vai ser, porque a verdadeira Páscoa é a LIBERDADE PELO SANGUE DE JESUS!!!!!!!!
Apelo: Hoje Jesus quer libertar as pessoas que estão presas... hoje você mesmo sendo criança você precisa aceitar JESUS no seu coração e pedir para Jesus tirar todo mal e limpar você de todas as coisas erradas.
Eu vou orar e se você quiser você vai orar comigo, vai levantar a sua mão e vai convidar Jesus para ficar com você e nunca mais sair, Amém?
Ore com as crianças que certamente vão levantar suas mãos. Seja sensível ao Espírito Santo, ore na linguagem delas, seja espontâneo (a)...Ore por elas, imponha as mãos sobre elas e as abençoe
Dinâmica da Cruz
Prepare uma cruz de papel cartão. Escreva “JESUS” na parte transversal da cruz e na parte de dentro, no sentido vertical, escreva “PERDOADO(a)”
Dê a cada criança um pequeno pedaço de papel onde ela escreverá ações pelas quais precisa pedir perdão. Lembre-se de ajudar as crianças menores, cite exemplos para elas.
Conduza um momento de oração, deixe as crianças orarem silenciosamente e em seguida faça uma oração comunitária de confissão.
Então, peça às crianças que levem os papéis e os coloquem sobre uma cruz (igual à “lembrancinha” que você preparou em tamanho maior) que deverá estar em lugar de destaque na frente.
Para encerrar, entregue as lembrancinhas, converse com as crianças sobre o seu significado, que está é a resposta de Jesus para sua vida.
Agora vamos agradecer a Deus de quatro maneiras:
- com jubilo... através da dança
- com nossa fidelidade... que são as ofertas
- com oração... pela vida que Ele nos deu
- com comunhão... comendo juntos na presença de Deus e dos amigos que tem Jesus no coração.
6- Apresentação: King of Magesty (depois da coreografia dançar com as crianças em português)
7- Oferta
8- Oração pelos aniversariantes do mês e encerramento
9- Comunhão: Vamos celebrar com Jesus esta festa partilhando uma ceia farta e alegre.. amém!?!!
quinta-feira, 18 de março de 2010
07 - A MENINA QUE SE TORNOU GRANDE
A voz de David era trêmula e fraca, pois estava muito doente. Ele amava muito ao pai e à mãe, que lhe eram muito caros, mas na doença não queria perto de si outra pessoa senão Clara. Quando a menina saía do quarto, ele começava a gemer, a chorar e a chamar por ela. O doutor deu-lhe diferentes remédios, mas nenhum lhe parecia fazer bem algum.
Finalmente todos desanimaram, dizendo que nada mais podiam fazer por ele. Diziam todos que David não viveria por muito tempo mais – todos, menos Clara. Ela ficou sempre ao seu lado, refrescando-lhe, freqüentemente, a fronte escaldada pela febre ou dando-lhe bebidas nutritivas. Orava para que Deus o poupasse. Não o abandonava.
Clara faltou às aulas para cuidar de David. Ele ardeu em febre durante muito tempo, mas finalmente esta cedeu, deixando-o muito fraco. Contudo, não melhorava como devia. Afinal, passado um ano, o pai de David ouviu falar num doutor que tratava de modo diferente. O doutor veio e levou David para o seu sanatório, a fim de o tratar. E o menino começou a melhorar rapidamente. Quão contente ficou a família, e como se alegrou Clara de ter perseverado e feito tudo ao seu alcance por David, quando os outros pensavam já ser tarde.
Clara costumava fazer bem tudo o que empreendia. Em criança foi boa aluna, vindo mais tarde a ser professora. Era ainda nova quando começou a lecionar, muito mais nova do que a maioria dos professores, mas fez esplendidamente o trabalho. Tinha uma escola que ninguém conseguira dirigir, pois havia quatro rapazes bem grandes que estavam determinados a dominar a situação e expulsar qualquer professor, fosse homem ou mulher, que os viesse ensinar.
Clara tinha um modo especial de tratá-los, que os outros não tinham. Brincava com eles e lhes perguntava bondosamente se não lhe queriam prestar favores. Era tão paciente com eles que os conseguiu ganhar, levando-os a se tornarem alunos muito quietos e obedientes.
Clara ouviu dizer que havia em uma cidade próxima meninos e meninas que não tinham escolas em que pudessem aprender a ler, escrever e fazer contas. Isso certamente faz muitos anos. Havia umas poucas escolas, mas estas eram somente para pessoas que tinham bastante dinheiro para pagar os estudos. Clara achava que devia haver escolas gratuitas para os meninos e meninas pobres, tanto como para os filhos dos ricos. Mas todos diziam que ela nunca poderia fazer alguma coisa neste sentido; ela, porém, o fez. Suas escolas tiveram tamanho sucesso que muitos ricos tiraram os filhos das escolas que estavam freqüentando, para pô-los nas escolas de Clara.
Veio a guerra – a terrível guerra. Clara era agora um pouco mais velha, e embora fosse ainda pequena e delicada, tinha bastante determinação. Não podia consentir em ver homens sofrerem e morrerem nos campos de batalha sem os devidos cuidados. Era o tempo da Guerra Civil nos Estados Unidos. Rogou que lhe permitissem fazer alguma coisa, mas seus pedidos não foram atendidos, visto ser mulher.
Ela, porém, persistiu, sendo-lhe, finalmente, concedida a oportunidade de ir ajudar os feridos. Muitas vezes esteve sua vida em perigo. Certa vez, quando estava dando algo a beber a um homem ferido, foi-lhe o copo arrebatado da mão por uma bala. Doutra vez, uma bala rasgou-lhe a manga do vestido. Ela, porém, continuou lidando com os feridos, dando água fria aos sedentos e confortando os moribundos.
Foi a fundadora da Cruz Vermelha Americana, que tanto tem ajudado aos que sofrem, em suas necessidades. Nunca há um terremoto, maremoto, enchente, guerra, ou qualquer outra terrível calamidade que as enfermeiras da Cruz Vermelha ali não estejam para fazer o possível em favor do povo.
Clara Barton propôs em seu coração, quando ainda menina, fazer quanto lhe fosse possível para ajudar aos que sofrem. Pôs bem alto o alvo, e seu nome é exaltado como de uma mulher digna de toda estima.
06 - A MENINA QUE FALOU A VERDADE
- Ó filha, esconde-te – diz a mãe. Avisarei teu pai que os soldados estrangeiros se aproximam. Que desejarão eles, agora? E, tomada de aflição e medo, entrou à procura do marido.
Enquanto isto, a pequenina de olhos pretos, bem pretos e brilhantes, hesitava entre o desejo de esconder-se e a curiosidade de ver de perto soldados uniformizados e tão estranhos. A curiosidade venceu-a e ali se quedou, sozinha, com olhar inquirido. Foi então que o mais importante dentre os soldados viu-a ali e, achegando-se a ela, disse:
- Não me temes, pequena?
- Não, meu senhor. O meu Deus sempre cuida de mim.
- O teu Deus, menina? Confias, então, muito, n’Ele?
- Oh, muito, meu senhor. Ele nunca deixou de atender-me.
A esta altura, a mãe pressurosa corre à porta e depara a filha entre os soldados. Bruscamente agarra-a, tentando levá-la consigo. – Mulher, diz-lhe o chefe dos exércitos estrangeiros, és nossa escrava, tu e toda a tua raça. Permitirás que eu leve tua gentil e corajosa filha para companheira de minha esposa?
A pobre mãe, aturdida com a pergunta, afasta-se com lentidão, estampando na face grande amargura. Não tinha dúvidas que não lhe seria permitido negar sua filha, uma escravazinha, para o serviço de uma nobre e ilustre dama estrangeira. Preparou a roupa da pequena e os três, ajoelhados na humildade daquela casa pobre, mostraram a riqueza que possuíam – a fé em um Deus verdadeiro que os ouvia e consolava. Levantaram-se tranqüilos, embora tristes pela separação, e ajudaram a pequenina a partir em um dos carros daquele exército.
Agora, numa casa rica, andava a menina, ora a varrer todos os cantinhos daquelas salas esplendorosas, não deixando nem o cisco ficar sob os fofos tapetes; ora a procurar belas flores para adornar o lar de seus bondosos senhores. Ela soubera fazer-se querida pela maneira franca de falar só a verdade, pelo modo cuidadoso com que realizava suas tarefas.
Um dia seus senhores estavam muito tristes. Não havia médico que proporcionasse a cura de seu senhor que era um grande general em sua terra. A menina amava-o e respeitava-o. Lembrou-se então de enviá-lo a um grande homem que poderia curá-lo. O general não hesitou em atender à sugestão da escravazinha. Procurou, com incontida ansiedade, esse grande homem do qual ela lhe falara. Foi realmente curado de uma moléstia julgada por todos incurável! Voltou com o coração a transbordar de alegria por conhecer também uma pequena que sempre falava a verdade, só à verdade!
05 - A HONESTIDADE DE HENRIQUE
Imediatamente tocou a campainha. Desceria na primeira esquina. Era o que de melhor poderia fazer. Precisava encontrar a dona da carteira. Voltou depressa à esquina onde a senhora havia descido e encaminhou-se para o lado onde ele a vira seguir. Correu vários quarteirões, olhando à direita e à esquerda, em cada esquina que chegava, para ver se a via. De repente percebeu que assim nada faria. Parou um pouco para pensar e nesse momento encontrou um de seus amigos, um jovem mais ou menos de sua idade.
- Parece que você andou correndo – disse Jaime. – Está muito agitado. Que aconteceu?
Henrique contou rapidamente a história da carteira e explicou que não sabia como entregá-la à dona.
- Suponho que pertence a alguma senhora rica – disse Jaime rindo – e você espera receber uma gratificação. Bem poderia ficar com a carteira. Você não receberá mais do que ela vale e contém. E isso de querer encontrar uma pessoa de quem não sabe o nome, é como procurar agulha em palheiro.
- Não me parece que a dona seja rica, disse Henrique, e, portanto não faço isso visando uma recompensa. Ela vestia-se bem, porém suas roupas não pareciam ser de muito preço. Quanto a encontrá-la, creio que você tem razão. Mas, quem sabe, se eu olhasse dentro da carteira encontraria o nome e o endereço.
- Como me haveria de rir se nela estivessem apenas alguns níqueis! Isso sim seria uma boa peça, depois de tanta correria...
- Oh! Isso não teria importância alguma, replicou Henrique. Não é a quantia de dinheiro que haja dentro o que me preocupa, mas sim a sua devolução. Você sabe que, segundo dizem, os grandes ladrões começaram com pequenas desonestidades. Tenho certeza de que todos os que acabam roubando automóveis ou grande soma de dinheiro, começaram roubando apenas alguns níqueis.
- Nunca pensei nisso – disse Jaime. Mas acho que você tem razão. Muitos começam até por uma fruta ou umas balas. Já tenho visto tanta gente fazer isso e não dar a mínima importância ao caso! Essas coisas, porém, não lhes pertencem e mais tarde, como você já o disse, farão roubos mais vultuosos.
- Voltando ao assunto da carteira, vejamos o que ela contém.
Henrique abriu a carteira e exclamou:
- Oh! Aqui está um cartão!
Diz: “Sra. H. Lemos, ao cuidado do Dr. D. Lemos. É uma pessoa de muita influência. Tinha uma expressão muito agradável, mas não era diferente de qualquer outra senhora”.
- Talvez, no final você acabe recebendo mesmo uma gratificação – disse rindo Jaime.
- Talvez..., Respondeu Henrique; mas eu não estava pensando nisso.
- Já sei – replicou Jaime. – Já sei. Sei que é honrado. Sei que você não pensava na recompensa, mas dava o primeiro lugar às coisas que vêm em primeiro lugar. Antes de tudo você quis devolver a carteira.
Ao olharem um pouco mais, viram que havia alguns cheques de banco. Não os contaram. Fecharam depressa a carteira, depois de descobrirem o endereço da Sra. Lemos.
- Devo ir bem depressa à casa do Dr. Lemos a fim de encontrar sua mãe e entregar-lhe a carteira. Já passei pela casa dela, mas não a vi porque mora na terceira casa depois da esquina e já havia entrado quando lá cheguei. Quer vir comigo, Jaime?
- Não. Preciso voltar para casa. Foi você quem achou a carteira. Não tenho parte nesse assunto. Sinto-me orgulhoso em ser seu amigo. Creio que amanhã a notícia sairá nos jornais.
Henrique não demorou muito para chegar à casa do Dr. Lemos. Que diria? Não teve, porém, de esperar muito. Perguntou simplesmente se a Sra. Lemos morava ali. Fizeram-no passar por uma sala onde a mãe do doutor estava sentada junto ao telefone.
Já havia mandado, pelo telefone, um anúncio para o diário e telefonara para a companhia de bondes para que revistassem o carro em que viajara, quando chegasse ao extremo da linha.
- Acho que tudo será em vão, pensou ela. O mais provável é que alguém a encontrou e quem quer que seja que a tenha achado poderá aproveitar bem a quantia de dinheiro que continha.
Nem sequer ergueu a cabeça para ver quem estava entrando. Henrique se deteve e disse:
- A senhora conhece esta carteira?
Sua tristeza tornou-se alegria. Henrique nunca soubera quanto prazer podia infundir num momento.
- Oh! Minha carteira! Sim, conheço-a, mas até me parece mentira. Pensei que jamais a tornaria a ver. E aqui estão também os meus cheques. Nunca poderei recompensá-lo bastante por isso. Dar-lhe-ei dinheiro, mas quero que saiba que aprecio muito um rapaz honrado. São muito poucos. Sente-se. Quero conversar com você antes que se retire. Quero saber seu nome e seu endereço. Ah! Seu nome é Henrique Martins e mora na Rua do Comércio, 496! Muito bem! Quero que me conte como encontrou minha carteira, e porque correu tanto para me encontrar quando podia ter ficado com ela, como faria a maior parte dos meninos de sua idade. Ah! Sim. Seus pais o ensinaram a não guardar qualquer coisa que não fosse sua, não é?
O rapaz anuiu com a cabeça.
- Sim. Lembro-me de quando era bem pequeno, uma vez brincara com um menino vizinho de casa, e levara para casa umas lindas bolinhas que lhe pertenciam. Ele possuía muitas e nem sequer daria pela falta daquelas. Ao chegar a casa, mamãe me perguntou onde as conseguira. Quando lhe disse que Benjamim tinha muitas e que aquelas não lhe fariam falta, falou-me do mal que eu acabara de fazer. Que pensa a senhora que minha mãe disse? Lembro-me de suas palavras, como se ela as houvesse dito hoje:
“- Filho, essas bolinhas não são tuas e não podes guardá-las. Eu irei contigo à casa de Benjamim e lhe devolveremos as bolinhas, dizendo que nunca mais tomarás alguma coisa que não te pertence”.
“Muito me custava fazer isso, mas minha mãe insistiu em que eu os fizesse. Quando disse a Benjamim e a sua mãe quanto lamentava ter feito isso, sua mãe me olhou sorrindo e isso me animou. Disse ela a minha mãe que poderia ficar com as bolinhas, pois Benjamim possuía muitas. Minha mãe, porém, insistiu em não aceitá-las por eu as ter levado sem permissão. Não ouvi muito mais o que minha mãe e a de Benjamim falaram, porque comecei a brincar com meu companheiro, mas escutei esta frase de mamãe:
“- Quero que meu filho seja sempre honrado e nunca tome alguma coisa que não lhe pertença”.
- Agora compreendo esse seu gesto, disse a Sra. Lemos. Um jovem cuja mãe proporciona tais lições, nunca verá o cárcere. Muito bem, meu filho. Viva sempre de acordo com esses ensinos e nunca se perderá.
Depois de curto silêncio, Henrique disse que sua mãe o esperava. Acrescentou ainda que seu pai fora sempre muito escrupuloso em todos os negócios.
- Aqui estão duzentos cruzeiros pelo trabalho que teve em me procurar. Quero que venha sempre me visitar depois de sair da escola. Você trabalha?
- Faço trabalhinhos aqui e ali, quando os consigo, porque são tantos os meninos da vizinhança que procuram trabalho que não quero ser egoísta, pois muitos deles necessitam trabalhar tanto quanto eu. Seria uma felicidade arranjar um trabalho fixo durante as férias. Mas preciso ir. Quero agradecer muito por este dinheiro. Nunca tive tanto!
Nesse dia, quando o Dr. Lemos voltou para casa, sua esposa e sua mãe lhe contaram do jovenzinho que havia devolvido a carteira. O doutor guardou silêncio por um instante, dizendo depois:
- Estão precisando de um rapaz de confiança na farmácia que fica em baixo do meu consultório. Terá uma oportunidade para subir, e poderá também trabalhar durante à tarde quando começarem as aulas.
Tomou o telefone para falar com o farmacêutico. Depois de explicar porque se interessava por aquele rapaz em particular, o farmacêutico respondeu:
- Diga-lhe que se apresente para o trabalho amanhã de manhã.
Os anos que se seguiram demonstraram que Henrique e a farmácia eram inseparáveis, porque Henrique era fiel nas mínimas coisas. Podia-se ter nele toda confiança e seu patrão mostrava tê-la.
04 - A HISTÓRIA DE ESTELA
Convertida à religião cristã, Tessa muitas vezes se dirigia de noite às catacumbas, onde pequeno grupo de consagrados cristãos se reunia secretamente para o culto.
O imperador Nero olhava com amargo ódio a todos os cristãos, e seus soldados sempre estavam de vigia para prendê-los. Era plano desse monstro, para exterminar a nova religião, mandar todos os cristãos serem espedaçados por feras, para divertimento do povo romano.
Sendo muito pobre e inteiramente desconhecida, Tessa nunca era molestada pelos soldados e vivia em paz fiando, fiando o dia todo.
Certa noite bateu à porta. Embora fosse tarde e ela nunca recebesse visitas, não temeu levantar-se e abri-la. Que tinha a recear quem era tão pobre? Entrou um homem, conduzindo pela mão uma meninazinha.
- Lúcio exclamou Tessa, admirada. A esta hora! Que grave acontecimento levou você, professor cristão, a expor-se aos perigos destas escuras e perversas ruas?
- Silêncio! Disse ele, levando o dedo aos lábios. Não posso demorar-me. Foram presas hoje centenas de verdadeiros crentes. Amanhã ou depois, serão lançados aos leões.
- Ah! Que crime cometeram? Suspirou Tessa.
Lúcio apenas meneou a cabeça e murmurou “ai”!
- Esta menininha, continuou, trazendo para frente à criança, chama-se Estela. Os pais foram levados e condenados à morte. Salvei-a e trouxe-a aqui. Sei que a senhora é pobre. É lhe possível cuidar dela?
- Sim, certamente, respondeu Tessa. Sempre foi meu sonho ter uma frágil criaturinha, como essa para amar e proteger. Agora Deus me concedeu esse desejo. Louvado seja Seu nome!
Trabalharei para duas, isso é tudo.
- Deus a recompensará também por isso. E agora preciso ir. Adeus, Estelinha. Que o céu as abençoe e as livre da mão dos ímpios!
- Amém! Disse Tessa. Aonde vai a esta hora?
- Unir-me no cárcere a meus infelizes irmãos. Cumpre-me levar-lhes, em seus últimos momentos, o conforto de nossa religião, e depois morrer com eles.
- Quão nobre e bom é você! volveu Tessa, inclinando-se.
Estela era uma criança doce e terna, e sua presença foi um raio de sol na pobre habitação de Tessa. Nada sabia da terrível sorte dos pais e, pequenina como era, logo se habituou ao novo lar. Começou a chamar a Tessa “mãe” e interessou-se profundamente na fiação.
Passaram-se assim longos anos e a criança tornou-se encantadora moça. Nada veio empanar o brilho da quieta casinha, e Tessa começou a nutrir esperanças de ter o imperador encontrado algum outro divertimento que não o de matar cristãos.
Ah! Em breve deveria ser-lhe desfeita a ilusão. Circulou em Roma a notícia de que a estátua de Nero fora danificada por pequeno grupo de cristãos e, sem verificar se isso era ou não verdade, o imperador começou a castigá-los mais que antes.
Dessa vez Tessa e sua amiguinha não escaparam. Foram levadas por soldados e postas em celas separadas, entre outros infelizes prisioneiros, todos condenados à morte.
Chegou a manhã do fatal dia em que todos deveriam ser lançados às feras. As celas em que estavam encerrados os crentes eram prisões ao redor da grande arena, ou circo, e a ela davam acesso, separadas por barras de ferro. Através dessas barras, os infelizes prisioneiros que ainda esperavam sua vez, viam os companheiros sendo mandados à morte.
Os assentos ao redor do vasto circo elevavam-se fileira sobre fileira e estavam tomados por pessoas que se compraziam em assistir a esses terríveis espetáculos. Ninguém os apreciava mais que o próprio Nero. Lá estava ele no camarote imperial, numa espécie de embriagado torpor, contemplando a tortura dos cristãos.
As últimas a serem mandadas para a arena foram Estela e a velhinha. Ao ver Tessa, a menina exclamou: “Oh, Mamãe!”. Correu para ela pondo-lhe os braços em volta do pescoço. Estela não viu os leões, nem o imperador, nem o vasto auditório que a contemplava, mas unicamente a amiga, a quem estreitou nos braços.
De repente Tessa soltou um grito penetrante. “Olhe”! Disse ela apontando para frente, com mão trêmula. Estela voltou-se. Enorme leão africano para elas se dirigia com passo lento e majestoso.
Tessa ajoelhou-se e começou a orar. Estela, encarando o leão, postou-se firmemente em frente da senhora, como para protegê-la. Nessa posição, olhava resolutamente ao animal, enquanto de todos os lados se levantavam murmúrios de admiração. Até o imperador, surpreso ante a estranha cena, inclinou-se para frente.
O leão avançava. Estela estendeu os braços para fechar o caminho entre a fera e sua mãe adotiva. Os romanos nunca tinham visto tanta coragem, e estrepitosos aplausos encheram o ar.
Ao ver o que aconteceu caminhou-se para o terrível animal, ajoelhou-se e, pondo-lhe os braços em volta do pescoço, acariciou-o suavemente. Ele deteve-se por um momento, entre os braços da jovem, e depois, vagarosa e calmamente, voltou-se e foi-se embora.
Nero riu-se. Agradou-lhe a romântica cena. Essa pequena fez alguma coisa nova, disse ele. Não vemos todos os dias tal coragem. Que ela e a mãe sejam postas em liberdade.
Minutos depois, ambas se dirigiam para casa, louvando a Deus pelo milagre que operara para salvá-las.
03 - A HISTÓRIA DE DUQUE
- Oh, sim – respondeu Tony, e todos os três vieram correndo.
O Sr. Oliveira abriu o portão e deixou que eles entrassem na estrebaria. O Sr. Oliveira era um dos bons policiais da cidade. Ele gostava muito de meninos e também gostava muito de cavalos. Os meninos tinham visto seu bonito cavalo branco bem na frente de um desfile. Eles gostavam de ver o Sr. Oliveira escovar o Duque, e pentear o seu rabo e sua crina. Ele trazia uns dois ou três baldes de água morna e lavava Duque por inteiro. O cavalo ficava parado em pé, olhando ao redor de vez em quando. Se fosse um desfile muito especial, o Sr. Oliveira também dava polimento nos cascos de Duque. Depois pegava uma sela muito limpa e brilhante que com todo cuidado colocava em cima do cavalo, e gentilmente, mas com firmeza amarrava o cinturão.
O Sr. Oliveira sempre usava sua roupa de montaria – camisa amarela e calça marrom. Também usava um chapéu marrom. O chapéu era tão grande que parecia um sombreiro mexicano. Ele também tinha espora brilhante, mas muito raramente as usava.
Nas grandes paradas, a melhor banda normalmente estava bem atrás de Duque e do Sr. Oliveira. Duque havia sido treinado para saber o que fazer quando o Sr. Oliveira batesse no seu lado ou puxasse as rédeas. Ele podia marchar e marcar o tempo da música. Algumas vezes ele parava prestando atenção por uns minutos. Ele podia se sustentar em suas patas traseiras e levantar as patas dianteiras como se fosse um cachorrinho ensinado.
Muitas vezes ele balançava a cabeça impaciência, e andava de um lado para o outro, ansioso para mostrar o que realmente sabia fazer. Quando a banda começava a tocar uma marcha alegre, ele podia marchar e mover a cabeça no compasso da música, no tempo perfeito.
Neste dia especial, o Sr. Oliveira queria mostrar para os meninos que seu cavalo podia fazer alguma coisa mais do que marchar no tempo da música, como fazem os soldados.
- Vocês sabiam que o meu Duque pode falar? – começou a perguntar logo que fechou o portão. Os meninos arregalaram os olhos e prestaram atenção.
- Eu nunca ouvi um cavalo falar – disse Frederico
- Bem, o Duque fala – disse o Sr. Oliveira. – Você não será capaz de ouvir, mas poderá ver como me responde.
- Como é isto? – todos perguntaram de uma só vez.
- Ele pode escrever? – perguntou Daniel, porque uma vez tinha visto um cavalo pegar um lápis com seus dentes e fazer números.
- Vou fazer umas perguntas para ele – disse o Sr. Oliveira. – Duque, você já tinha visto estes meninos antes? – ele começou. O cavalo começou a mover sua cabeça para cima e para baixo, de maneira a dizer “Sim”.
- Algum deles jogou pedras em sua estrebaria?
Novamente Duque moveu a cabeça para cima e para baixo.
Os meninos se lembraram de que haviam jogado pedacinhos de madeira, cascas e também pedras, através da cerca para ver Duque correr, e ficaram felizes porque o Sr. Oliveira não olhou para suas caras de culpados.
- Você gosta disto, Duque? – perguntou o Sr. Oliveira. O cavalo balançou fortemente a cabeça de um lado para o outro.
- Eu sei que vocês gostam de Duque tanto quanto eu. Vocês não quiseram machucá-lo. Se ele tivesse ficado assustado por causa da pedra, poderia ter se jogado contra a cerca e quebrado a perna, ou ter furado um olho, poderia ter rompido a cerca e corrido para fora – disse o Sr. Oliveira.
- Nós não jogaremos mais nada contra ele novamente – disse Daniel. – Não pensamos que poderíamos machucar o Duque, somente pensamos que seria divertido ver como ele pulava e corria.
- Não haveria nenhum outro cavalo que liderasse a parada se ele tivesse fugido – acrescentou Frederico pensativamente.
Tony estava pensando em uma coisa muito dura.
- O senhor teria que dar um tiro nele se por acaso tivesse quebrado uma perna, teria que matá-lo, não teria, Sr. Oliveira?
O Sr. Oliveira baixou a cabeça, enquanto trazia uma forte caixa de madeira que colocou na frente de Duque. O cavalo colocou suas patas em cima da caixa. Então ele levantou a pata direita e dava a mão a cada menino quando lhe davam um pequeno torrão de açúcar.
Tony, Daniel e Frederico vão à estrebaria de Duque cada dia. Mas vocês podem estar certos de que não jogam mais pedra. Mas eles ainda estão admirados de como Duque sabia responder Sim ou Não às perguntas do Sr. Oliveira.
Por que vocês acham que os meninos jogavam pedras em Duque? Vocês acham que eles sabiam que era errado? Por quê? A que mandamento ou regra estavam desobedecendo quando eram maldosos para com o cavalo? Será que eles imaginavam o que poderia acontecer ao cavalo quando jogavam pedras nele? O que vocês imaginam que os meninos estavam pensando quando apertavam a mão (pata) de Duque?
02 - A EXPOSIÇÃO DE FLORES DE GUILHERME
Guilherme, um dia, foi com sua escola visitar uma exposição de flores. Era muito divertido sair com os professores e com as outras crianças. Guilherme deu a mão para seu melhor amigo e para algumas outras mamães, e os professores também estavam ali junto com eles.
Quando voltou para casa, Guilherme contou para a mãe tudo o que tinha visto na exposição de flores. Ele contou que tinha visto flores azuis, flores cor-de-rosa, e flores amarelas. Havia muitas flores, tipos diferentes, eram tantas que Guilherme não pôde ver tudo.
Guilherme estava tão excitado que quase não podia parar de falar.
A mamãe ficou feliz em ver que Guilherme gostava de flores. E ela disse:
- Guilherme, estou contente porque você gosta das flores, porque algum dia nós vamos a um lugar onde existem flores muito mais bonitas do que as que você viu hoje.
- Onde, mãe? Onde? Eu quero ir – disse Guilherme feliz, pulando, pronto para ir ali.
- Não é agora, Guilherme – disse a mamãe. – Logo Jesus vai voltar para nos levar a um lugar maravilhoso, chamado Céu. Lembra que estudamos sobre o Céu na lição da Escola Sabatina. Lá vamos ver lindas flores como as que você viu hoje, e além disto, haverá outras coisas bonitas. Lá vai haver bonitos pássaros que cantam, e animais com os quais poderemos brincar. Além disso, todos vamos ter uma coroa brilhante para usar. Vai ser maravilhoso ir para o Céu. E Jesus vai estar conosco lá. Ele vai nos dizer o nome de todas as flores, também vai fazer com que elas cresçam. Eu quero ir para o Céu, você também quer?
- Sim, mamãe, eu quero ir para o Céu. Quero ver as flores, quero usar uma coroa, e principalmente, quero ver a Jesus – disse Guilherme para sua mãe.
Eu também quero ir, e vocês?
Que coisas Jesus criou que vocês gostam hoje? Vocês acham que elas serão ainda melhores quando estivermos lá no Céu? De que maneira?
01 - A BOA IDÉIA DE SUZANA
A história que segue mostra como Suzana escolheu fazer o que agrada a Jesus.
Suzana olhou alegremente ao seu redor e para os pequenos convidados. – Faço sete anos hoje! Disse ela. Dentro de um ou dois minutos abrirei meus presentes de aniversário. Então encontrarei o relógio de pulso que o papai e a mamãe prometeram dar-me, quando eu fizesse meu sétimo aniversário!
Suzana desatou fitas azuis, fitas amarelas, fitas cor-de-rosa – um verdadeiro arco-íris de fitas. Quão interessante era ter uma festa de aniversário!
- Trouxe-te um jogo para limpeza de casa de verdade! E Leti sorriu para Suzana, enquanto os negros cachos lhe dançavam pela face. – Olha, Sue! Leti ajudou Suzana a desembrulhar o pequenino esfregão para a limpeza do pó, o vidrinho com óleo para a limpeza de móveis, e foi Leti quem colocou em Suzana o lindo aventalzinho estampado de flores alegres. Até havia um pequeno espanador, e uma vassoura!
- Você agora pode arrumar seu próprio quarto, Suzana, disse-lhe a mãe, sorrindo.
Suzana acenou com a cabeça.
Ajudar a mamãe agora seria coisa realmente bem interessante.
Tinha somente mais um presente a desembrulhar e esse devia ser o relógio de pulso. Havia numa caixa cor-de-rosa e prateada. Havia realmente um relógio! E aí Suzana viu Nete, com seu engraçado narizinho chato, espreitando pelos vãos da cerca. Neti parecia estar fazendo o possível para não chorar! Não vou convidar Neti Almeida, vai se desfazer em pranto e molhar todos os meus presentes, e portar-se mal, dissera Suzana a sua companheira predileta Leti. Esta concordara com ela...
Suzana voltou as costas para a cerca, e fez de conta que Neti fora embora. Começou a brincar de “lenço-atrás” com as outras crianças, mas, por mais que fizesse, não podia achar graça no brinquedo. Não, não havia graça alguma. Até Leti não demonstrava vontade de brincar, e olhava triste para Neti.
Durante toda a manhã Suzana excluíra Neti da mente. No dia anterior, quando sua mãe lhe dissera bondosamente: - Querida Suzana, não gostaria você que Neti tomasse parte, amanhã, na sua festinha de aniversário? Suzana batera o pé e dissera: “Não!”.
A mãe estivera muito ocupada, fazendo os bolos para a festinha, e arranjando os brinquedos e outras coisas, mas parara para dizer: - Temo que você magoe Neti, Suzana. Bem sei que lhe prometi que poderia escolher os companheiros que desejava que viessem no seu aniversário, mas não seria melhor que qualquer hora, hoje, você desse um pulo e convidasse Neti? Ela, certamente, não assiste a muitas festas de aniversário, e haveria de gostar bastante se a convidasse. Não espere que lhe traga um presente, querida, porque seus pais são muito pobres.
Tão ocupada estava a mãe de Suzana com os planos da festinha, que se esqueceu de Neti, justamente como Suzana esperava que acontecesse.
- Convidou Neti? Perguntou-lhe a mãe. (Suzana pendeu a cabeça e corou de vergonha, pois ela e Leti haviam rasgado o lindo cartão cor-de-rosa do convite reservado para Neti.) Confiei na minha pequena, senão eu mesma tê-la-ia convidado, disse gravemente a mãe de Suzana, demonstrando estar bem triste.
Suzana sentiu-se muito mal. Ali estava ela, com os presentes empilhados ao seu redor e o belo relógio de pulso no braço a fazer tique-taque, mas não tinha nem um pouco de alegria. Nem um pouco! Suzana sentiu como se fosse a menina mais infeliz do mundo, pois repentinamente vira quão egoísta tinha sido, quão falta de bondade para com Neti. Todos podiam ver Neti choramingar agachada atrás da cerca, procurando ver a mesa de aniversário!
Foi nesse momento que Suzana teve a boa idéia.
Girou velozmente, e correu o mais depressa possível até o passeio e ao redor da cerca, até encontrar Neti. – Venha para a festa! Suzana tomou na sua à mão de Neti, apertando-a com satisfação. Quão bem se sentia agora!
- Vou dar-te o meu aventalzinho branco. Neti quero dizer que será seu mesmo... Já fiz sete anos hoje; sete, realmente! E Suzana meditava, enquanto cortava um pedaço do bolo de aniversário para Neti. “Não posso continuar a ser mesquinha para ninguém, porque estou quase moça!”.

































